Nome:
Data Nascimento: 28/3/1834
Sexo: Masculino
Informações:
O Conselheiro Lafaiete, em cuja homenagem o nome de sua terra natal foi mudado para Conselheiro Lafaiete. Natural da Fazenda de Macacos, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Queluz (atual Conselheiro Lafaiete, MG). Fez o curso de Humanidades no Colégio de Congonhas do Campo (MG) e o curso superior na Faculdade de Direito de São Paulo (SP), pela qual se bacharelou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1857. Exerceu a Promotoria Pública em Ouro Preto (MG) e, a partir de 1860, passou a advogar no Rio de Janeiro (RJ). Na capital do Império, fundou, com Flávio Farnese, Bernardo Guimarães e Pedro Luís, o periódico Atualidade e o jornal República, fazendo intensa doutrinação democrática (1870-1874). Exerceu as Presidências das Províncias do Ceará (1864-1865) e do Maranhão (1865-1866). Em 1870 aparece como signatário do Manifesto Republicano, mas abandonou o movimento. Em 1878, ao subir ao poder o Partido Liberal, assumiu a Pasta da Justiça. Eleito Deputado Geral em 1878, renunciou em 1879, ao ser nomeado Senador pela Província de Minas Gerais. Foi Conselheiro do Imperador e do Estado em 1880. Em 1881, presidiu a Comissão encarregada de dar parecer sobre o Código Civil. Organizou o Gabinete Liberal de 1883, ocupando a Presidência e a Pasta da Fazenda até julho de 1884. No ano seguinte, foi Presidente do Tribunal Arbitral, constituído para dirimir as questões derivadas da Guerra do Pacífico, entre o Chile, o Peru e a Bolívia. Quando da proclamação da República, encontrava-se no México, como um dos delegados brasileiros na I Conferência Panamericana. Renunciou à missão e partiu para a França, onde permaneceu por dois anos. De volta ao Brasil, dedicou-se apenas á carreira de jurisconsulto. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de Machado de Assis, não chegando, contudo, a ocupar a cadeira. Publicou o livro Vindiciae sob o pseudônimo de Labieno, refutando a obra de Sílvio Romero sobre Machado de Assis. Publicou ainda os livros Direito de família (1869), Direito das cousas (1877) e Princípios de direito internacional público. Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo e era Oficial da Ordem do Mérito do Instituto dos Advogados. Casado com Francisca de Freitas Coutinho, de quem teve os filhos abaixo. Faleceu no Rio de Janeiro, em 29/1/1917. (Cf. Trindade, Velhos troncos mineiros, v. 2, p. 46; Monteiro, Dicionário biográfico de Minas Gerais, v. 2, p. 529; Rodrigues, Esboço genealógico, p. 171-183)
Filiação:
Pai:
Antonio Rodrigues Pereira
Mãe:
Clara Ferreira de Azevedo
Filhos:
Filhos:
Lafaiette Coutinho Rodrigues Pereira
Olimpio Coutinho Rodrigues Pereira
Francisco Lafayette Rodrigues Pereira
Albertina Berta Lafayette Stockler Pinto de Meneses
Corina Lafayette de Andrada
Avós:
Avós Paternos:
Felisberto da Costa Pereira
Eufrásia Maria de Jesus
Avós Maternos:
Manoel Ferreira de Azevedo
Jacintha Perpetua Brandão